Crítica: Ilha do Medo

ilha do medo

O ano é 1954, auge da Guerra Fria, onde novos e mais extremos tratamentos psiquiátricos, talvez influenciados pelos experimentos nazistas, são adotados. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio[bb]) é um policial federal e veterano da 2ª Guerra Mundial, que em conjunto com Chuck Aule (Mark Ruffalo[bb]), vai a Shutter Island investigar o desaparecimento de uma internada no manicômio judicial local. Esta é a trama principal de Ilha do Medo (Shutter Island, EUA, 2009), o novo filme de Martin Scorsese, um thriller psicológico misturado com estilos como policial e horror gótico.

O que inicialmente parecia ser apenas mais uma investigação, em um local macabro, transforma-se em uma imersão à loucura/sanidade humana. Não apenas questionando diferentes métodos de tratamento, e suas eficácias, o filme também incita a dúvida sobre o próprio conceito de loucura e, como tudo pode se transformar de acordo com o ponto de vista. Ele foi baseado no livro Ilha do Medo, de Dennis Lehane, lançado aqui no Brasil pela editora Cia das Letras.

Inicialmente, Ilha do Medo gerou a impressão de ser meio exagerado e bastante tendencioso, principalmente devido à trilha sonora impactante (que de tanto ser repetida, acaba-se acostumando). Quase da metade do filme para o final, o clima engata mais, ficando tudo mais natural, e a trama fica muito interessante. Mesmo abordando um tema já meio batido, consegue envolver bastante em toda a busca pela verdade na investigação de Teddy com o seu parceiro, trazendo apenas em breves momentos a sensação de estarmos acompanhando e analisando tudo de fora. Assim como, devido à ótima fotografia e edição, é possível facilmente imergir dentro do clima alucinógeno, e às vezes claustrofóbico, criado por Scorsese.

Ilha do Medo não é para quem está buscando ação e tiros, mas sim para quem quer imergir em uma trama cheia de ramificações inesperadas. Com um ótimo elenco, destacando a atuação de DiCaprio, esta é uma excelente oportunidade para (re)pensar na sua própria sanidade.

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Dossiê Daniel Piza
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