A Flor Mais Grande do Mundo

Que Saramago escrevia textos tocando fundo nas questões humanas, não é nenhuma novidade. O português, morto em junho desse ano, criava ficções que brincavam e simulavam, com belas metáforas, a sociedade e o comportamento humano.  No inicio da década de 70, ainda no começo da carreira, foi convidado para escrever algo para criança, e mesmo temeroso do resultado, escreveu A flor mais grande do mundo.

O conto infantil, que faz sentido em qualquer idade, relata um menino curioso que descobre uma flor, em um vazio enorme, prestes a morrer de sede. Eis que o menino não se conforma em apenas vê-la naquela situação. Saramago inicia a narrativa já deixando claro que não tem o dom de contar histórias para os pequenos, pois existe uma necessidade de se falar a língua deles, em contar algo que lhes toque. Mas é impossível não ser tocado pela belíssima e sensível narrativa. Um dos pontos mais bacanas é a proposta do escritor para que todos reescrevam a história do seu jeito fazendo que ela possa continuar andando pelo mundo nas mais diversas linguagens e estilos.

Em 2006, o diretor galeano Juan Pablo Etcheverry deu vida para o conto de Saramago, criando uma colorida e bonita animação em Plastilina, uma variação da animação em stop-motion com materiais maleáveis.

Em 2009 Saramago comentou sobre o curta e conto no seu blog.


Todas as informações e opiniões publicadas no interrogAção não representam necessariamente a opinião do portal, e são de total responsabilidade dos seus respectivos autores.
 
Este post foi publicado emCurta do Mês e tags , , , , , , . Bookmark o permalink. Comentar ou deixar um trackback:Trackback URL.


Comentar

Seu email nunca será publicado ou distribuído. Campos obrigatórios estão marcados com *

*
*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Spirallab