Crítica: Nosso Lar

nosso lar

Seguin­do a leva dos filmes espíri­tas pro­duzi­dos nacional­mente, Nos­so Lar (Brasil, 2010), de Wag­n­er de Assis, se desta­ca entre todos os out­ros dev­i­do á alta qual­i­dade de pro­dução em relação aos efeitos espe­ci­ais. O que é tam­bém um difer­en­cial aos filmes nacionais em ger­al, por causa do alto cus­to de pro­dução, fato inédi­to na história cin­e­ma brasileiro.

André Luiz (Rena­to Pri­eto) era um médi­co de suces­so e, após sua morte, percebe que a vida ain­da con­tin­ua. Como não entende nada do que está acon­te­cen­do, afi­nal sem­pre foi um homem da ciên­cia, ele bus­ca respostas da úni­ca maneira que sabe: uti­lizan­do sua razão de médi­co. Durante esta nova jor­na­da, André pas­sa pelo Umbral, uma espé­cie de pur­gatório, e depois é res­gata­do para a cidade Espir­i­tu­al Nos­so Lar. Lá aprende coisas que nun­ca imag­i­nou e uma nova pes­soa surge den­tro dele.

O elen­co de Nos­so Lar é extrema­mente fra­co, para não diz­er pés­si­mo, o que aca­ba com­pro­m­e­tendo demais o filme. O per­son­agem prin­ci­pal não con­vence e, como nar­rador, é pior ain­da. Os demais per­son­agens tam­bém são muito fal­sos e, cer­tas cenas que dev­e­ri­am ser dramáti­cas, acabam geran­do risos de tão ridícu­las que ficaram. Sem falar na maneira como os diál­o­gos foram con­struí­dos, o que ape­nas piorou a situ­ação. Eles são muito didáti­cos e for­mais, crian­do uma atmos­fera arti­fi­cial ain­da maior.

Em com­pen­sação, os efeitos espe­ci­ais e a pro­dução em si são óti­mos. Espero que com Nos­so Lar, a pro­dução de cin­e­ma nacional comece a pro­duzir mais filmes com esse tipo de qual­i­dade. Se fos­se pro­duzi­do uma ficção cien­tí­fi­ca seguin­do a pro­dução deste, acho que o resul­ta­do pode­ria ser fan­tás­ti­co. Out­ro pon­to pos­i­ti­vo é que o lon­ga não car­rega jun­to com si as car­ac­terís­ti­cas nov­e­l­escas brasileiras, difer­ente do que acon­te­ceu com Chico Xavier de Daniel Fil­ho. Ape­sar de a tril­ha sono­ra ter a par­tic­i­pação de Phillip Glass, o lon­ga pecou em lit­eral­mente sobre­car­regar, em alto vol­ume, os ouvi­dos de quem assiste, aumen­tan­do ain­da mais a sen­sação de arti­fi­cial­i­dade no filme.

Nos­so Lar é um filme bas­tante ten­den­cioso e, quem não é sim­pa­ti­zante com as ideias espíri­tas, provavel­mente ficará bem inco­moda­do com toda a “pro­pa­gan­da” e afir­mação da religião feito durante todo o lon­ga. Só para deixar bem claro, em nen­hum momen­to estou crit­i­can­do a religião em si, estou ape­nas o anal­isan­do como cin­e­ma. Fica como indi­cação o filme Fonte da Vida, de Dar­ren Aronof­sky, que é tam­bém um lon­ga de ficção espir­i­tu­al, mas sem cair na pan­fle­tagem. Aliás, ele tam­bém foi pro­duzi­do pela empre­sa respon­sáv­el pelos efeitos visuais do Nos­so Lar.

Acred­i­to que Nos­so Lar fará suces­so com o públi­co espíri­ta, e aos inter­es­sa­dos na religião, mas que, prin­ci­pal­mente dev­i­do ao pés­si­mo elen­co e didatismo exager­a­do, não agrade muito as out­ras pes­soas. Mas de um jeito ou de out­ro, este é um lon­ga que que­bra todos os padrões, e até pre­con­ceitos, a respeito da qual­i­dade visu­al das pro­duções do cin­e­ma nacional. O que já em si é muito váli­do.

Quer assi­s­tir Nos­so Lar de graça? Então par­ticipe da Pro­moção Nos­so Lar e con­cor­ra a con­vites para ver o filme em todo o Brasil.

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Comentários

  1. avatar Jackson disse:

    Assisti o filme e infe­liz­mente me decep­cionei. Sabia que nao iam poder mostrar mui­ta coisa em 102 min­u­tos, MAS fiz­er­am umas con­fu­soes impres­sio­n­antes. Até Emmanuel colo­caram no meio do filme, além de erros como diz­er que só 2 pes­soas rezaram pelo André Luiz e por aí vai. Até parece que o roteirista nao leu o livro. Muito boni­to, vale a pena ver, mas é aquém das expec­ta­ti­vas…

    1. avatar Cris disse:

      Olá críti­co de cin­e­ma.
      Bela profis­são, rs rs rs, quan­do me aposen­tar vou ser uma tam­bém,
      e meter o pau em tudo, sem antes con­hecer.
      Cara, você não falou nada com nada, não con­hece nada, então eu
      nem me impor­to com vc, pois você não sabe nada, vc está queren­do
      apare­cer? Não.… mais nem assim vc vai con­seguir.
      Con­heça primeiro sobre a dout­ri­na espíri­ta, depois vc fale algu­ma coisa,
      pois é feio falar sem con­hecer, e nota-se que sobre o filme vc não tem
      sen­si­bil­i­dade nen­hu­ma, e como crit­icô de cin­e­ma é pés­si­mo, pois não
      disse nada com nada!!!!!
      Deus abençoe o seu cam­in­ho, e que vc con­si­ga vencer na profis­são,
      coisa que acho difí­cil!!!!!

      1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

        Real­mente o meu con­hec­i­men­to sobre espiritismo é muito super­fi­cial, por isso mes­mo foquei a críti­ca somente no filme como cin­e­ma.
        Sem­pre acom­pan­ho as críti­cas de out­ros profis­sion­ais, até recomen­do algu­mas delas no final, e a min­ha opinião acabou sendo bas­tante sim­i­lar a de vários out­ros em relação ao filme como cin­e­ma.
        É uma pena que a críti­ca não ten­ha feito sen­ti­do para você, mas que bom que você gos­tou do filme, como já comentei, ele real­mente é uma mudança bem inter­es­sante aos padrões do cin­e­ma brasileiro.

      2. avatar Paoulo disse:

        Engraça­do… o nos­so críti­co falou de pan­fle­tagem… mas ninguém nun­ca reclam­ou de filmes como A PAIXÃO DE CRISTO, o hor­rív­el MARIA MÃE DO FILHO DE DEUS, sem con­tar a leva de filmes insu­portáveis dos per­son­agens da Bíblia: Salomão, Esther e esse monte de gente. Cuida­do Sr. Críti­co… n seja ten­den­cioso…

        1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

          Você tem toda razão, há muitos filmes que fazem ape­nas pan­fle­tagem de uma ideia/religião e muitas vezes eles são “pro­te­gi­dos” pelas pes­soas que sim­pa­ti­zam com o tema. Mas, inde­pen­dente do assun­to que um filme defende, escre­vo a críti­ca segun­do os mes­mos critérios, anal­isan­do mais como foi a pro­dução para que esta men­sagem fos­se pas­sa­da adi­ante. Des­ta for­ma, não impor­ta qual tema seja o filme.
          Não escrevi críti­ca para nen­hum dos filmes que você citou, mas con­cor­do que isto acon­tece muito por aí.

          1. avatar Marlos disse:

            Daniel, sou espiri­ta, li o livro e gostei do filme. Achei sua crit­i­ca per­ti­nente, ape­sar de dicor­dar em algu­mas partes. A atu­a­cao nao foi das mel­hores msm, vc nao citou, mas tem uma parte ruim no filme q sao os judeus chegan­do mor­tos na guer­ra, n enten­di pq por tao car­i­ca­to e com uma estrela de davi gigante no peito, vai saber.

            No mais, achei que o filme valeu cada cen­ta­vo, erros a parte, eh uma licao de moral e nem todos estao pron­tos pra rece­ber.

            No mais, suas respostas aos comen­tar­ios aki o tor­na mais espiri­ta do que mtos q se jul­gam espir­i­tas e saem ata­can­do todo mun­do. Chega a ser engra­ca­do, chama de incom­pe­tente, den­tre out­ras coisas, e depois dese­ja sorte e que deus aben­coe.

            Se pud­er, leia o livro dos espir­i­tos, por curiosi­dade msm, ou pra comen­tar na base de bar sobre. Pois acho, que pela sua edu­ca­cao, diria ateh cav­al­heris­mo, vc poder­ah achar algu­mas respostas, ou n.

  2. avatar claudio cardoso disse:

    Nos­so Lar é um filme bas­tante ten­den­cioso e, quem não é sim­pa­ti­zante com as ideias espíri­tas, provavel­mente ficará bem inco­moda­do com toda a “pro­pa­gan­da” e afir­mação da religião feito durante todo o lon­ga.”

    Acho que o nobre criti­co, talvez nao ten­ha perce­bido que o filme nao é ten­den­cioso. O filme é ESPIRITA assim como livro. Muito me sur­preen­de­ria se tivesse toma­do con­tornos Hol­ly­wood­i­anos.

    Um filme feito com o Apoio da Fed­er­a­cao Espiri­ta, de um Livro Espiri­ta, voce que­ria um filme impar­cial ?

    Talvez so o nobre criti­co esperasse isso.

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      Fui assi­s­tir o filme já saben­do que ele era espíri­ta, mas achei algu­mas situ­ações um pouco forçadas demais e foi esse o pon­to que me referi. Acred­i­to que há várias maneiras de pas­sar uma men­sagem e, no meu pon­to de vista, o filme não teve muito êxi­to em mostrá-las de uma for­ma mais nat­ur­al.
      Como escre­vo para todo tipo de públi­co, espíri­tas e não espíri­tas, con­sidero váli­do pon­tu­ar este fato para que quem, por algum moti­vo, não goste de filmes com alto teor reli­gioso, sai­ba sobre isto e pos­sa ajudá-lo a decidir se vai ou não o filme em questão. Mas não é por causa dis­so que eu vou falar de maneira mais críti­ca e pos­i­ti­va de um filme.

  3. avatar Chagas junior disse:

    Sen­hor críti­co de cin­e­ma acho que você cumpriu o seu papel de “críti­co”, pois a função do críti­co é criticar! Entre­tan­to, críti­cos são for­madores de opinião, sendo assim, antes de criticar sobre deter­mi­na­do tema você dev­e­ria con­hecê-lo um pouco mais para evi­tar este tipo de papelão que você está pas­san­do. O filme é espíri­ta e todas as pes­soas sen­sa­tas que irão assi­s­tir o filme sabem dis­so, você foi o úni­co que não foi capaz de imag­i­nar que um filme que tem por base um livro espíri­ta, seria total­mente fun­da­men­ta­do no esperitismo. Ao con­trário de out­ras religiões, nós não esta­mos em bus­ca de novos adep­tos do espiritismos, mas quem vier será bem vin­do, inclu­sive você. Não sei se você viu bem o filme, mas durante a guer­ra o nos­so lar rece­beu indi­ví­du­os das mais diver­sas religiões, den­tre eles judeus e católi­cos, pois todos somos iguais per­ante a Deus e ao espiritismo. Boa sorte na sua profis­são e que deus te ilu­mine.

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      Criticar tam­bém é falar bem e, para mim, ter uma opinião difer­ente das outas pes­soas não é nen­hum tipo de papelão. Parece que min­ha visão não esta sendo bem com­preen­di­da. Como citei na críti­ca, min­ha análise se resume ape­nas ao filme como cin­e­ma, não fiz qual­quer críti­ca a respeito da religião em si, muito menos fiz quais­quer ques­tion­a­men­tos sobre a mes­ma ou a obra em que foi basea­da. Quem con­hece os livros, como várias pes­soas que comen­taram, com certeza poderão (inclu­sive alguns fiz­er­am isso aqui) elab­o­rar algo mais volta­do na com­para­ção entre o orig­i­nal e a adap­tação, o que não foi meu caso.
      Essa cena que você citou, foi uma das que eu (e out­ros tam­bém) achei bem fra­ca, no modo como foi real­iza­da (ex: a estrela de Davi na roupa dos Judeus daque­le taman­ho foi total­mente força­da). Mas de novo, estou falan­do do jeito que a cena foi con­struí­da e não ques­tio­nan­do o fato do espiritismo aceitar indi­ví­du­os das diver­sas religiões.
      Acho que aqui é que está a grande divergên­cia estre o tex­to que escrevi e os comen­tários que ando receben­do: falar da religião é uma coisa, do modo como o filme foi pro­duzi­do é total­mente out­ra. Ape­sar do filme ser sobre a religião, é pos­sív­el abor­dar ele sem criticar sobre ela. Foi isso que fiz.

  4. avatar Bruno Duarte disse:

    Caro Daniel, se não sabe nada de espiritismo, aten­ha-se ape­nas ao filme. Se quer ser impar­cial, apren­da com seu com­pan­heiro de críti­cas do link abaixo:

    http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/171362/nosso-lar/

    Não seja ten­den­cioso guri. Sem­pre a tem­po de mel­ho­rar.

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      E foi o que eu fiz, fiquei ape­nas com o filme como cin­e­ma. Não acred­i­to que seja pos­sív­el escr­ev­er uma críti­ca impar­cial, pois sem­pre estare­mos escreven­do em relação aos nos­sos gos­tos e exper­iên­cias. O Mar­cus por exem­p­lo, foi bas­tante cuida­doso ao falar o que lhe inco­mod­ou no filme, mas em ger­al fez grande lou­vor a ele. Cada um tem seu meio de expres­sar a sua opinião.
      Aprovei­tan­do a opor­tu­nidade, vou recomen­dar tam­bém uma out­ra crit­i­ca: http://claqueouclaquete.blogspot.com/2010/09/critica-nosso-lar.html

  5. avatar Paulo Fernandes disse:

    Infe­liz­mente, sua críti­ca me pare­ceu bas­tante super­fi­cial. Não exam­i­na a estru­tu­ra da nar­ra­ti­va e limi­ta-se a adje­ti­var as inter­pre­tações usan­do ter­mos bem gros­seiros. Além do mais, con­tém erros
    de por­tuguês como este aqui: “sem falar na maneira como os diál­o­gos foi con­struí­da, que ape­nas piorou a situ­ação”. O cer­to seria escr­ev­er “sem falar na maneira como os diál­o­gos foram con­struí­dos, o que ape­nas piorou a situ­açao”. O mín­i­mo que se espera de um críti­co (se é que ain­da esper­amos algu­ma coisa) é que sai­ba expres­sar suas idéias ade­quada­mente. Não sou um entu­si­as­ta do filme, mas fal­ta rig­or e uma boa dose de elegân­cia na for­ma como o sen­hor abor­dou o assun­to. A críti­ca em relaçao ao desem­pen­ho dos atores é equiv­o­ca­da. Acho que Rena­to Pri­eto é um nome a ser lev­a­do em con­sid­er­açao daqui por diante.

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      As vezes alguns erros escapam, obri­ga­do pela cor­reção e pela sua opinião, será lev­a­da em con­sid­er­ação.

  6. avatar Nadja Prado disse:

    Daniel,

    Gostei de sua críti­ca!

    Enu­mer­ou cuida­dosa­mente os erros e acer­tos de um filme que podia explo­rar mais a obra Nos­so Lar — Chico Xavier, elim­i­nan­do deter­mi­nadas cenas e acres­cen­ta­do out­ras que podi­am ser impac­tantes.

    Dis­cu­tir a dout­ri­na espíri­ta nes­sa eta­pa do jogo é algo desnecessário.
    Não se pode esper­ar que um católi­co, por exem­p­lo, vá ao cin­e­ma assi­s­tir algum filme basea­do na dout­ri­na evangéli­ca, e saia da sala, enten­den­do ou con­cor­dan­do com tudo o que foi dito.
    Então não há porque aguardar expli­cações detal­hadas, para que o espec­ta­dor não espíri­ta enten­da tudo em ape­nas pou­cas horas.

    Eu tam­bém esper­a­va mais do filme. Achei o fig­uri­no de pés­si­mo gos­to!
    Os atores, às vezes, pare­ci­am inte­grantes de algu­ma esco­la de sam­ba do ter­ceiro grupo.
    O ator Rena­to Pri­eto que inter­pre­tou André Luís, aos olhos de muitos pare­ceu fra­co no que­si­to inter­pre­tação, mas, se anal­is­ar­mos o per­son­agem, cer­ti­fi­care­mos que o médi­co car­i­o­ca era uma pes­soa cal­ma.
    Por­tan­to, a atu­ação de Rena­to Pri­eto foi cor­re­ta.

    Há quem diga que os diál­o­gos foram didáti­cos e cansativos. Mas pelo que vi estavam longe de ser incom­preen­síveis a não ser para pes­soas estúp­i­das.
    Com­para­ções entre os filmes Chico Xavier e Nos­so Lar tam­bém são dis­pen­sáveis, já que os espíri­tos evoluí­dos ou ilu­mi­na­dos pos­suem deter­mi­nadas pos­turas com­por­ta­men­tais que os difer­em dos vivos (encar­na­dos).

    Enfim, o críti­co con­sciente antes de anal­is­ar ess­es tipos de filmes, pre­cisa ler a obra em si. Não para ser evan­ge­liza­do, mas para obter a mera noção do que acon­tece sob o pon­to de vista doutri­nal.
    Caso con­trário, vai cair no mes­mo laço da ignorân­cia e insen­si­bil­i­dade de muitos.
    Ah, vale ressaltar que a tril­ha musi­cal de Nos­so Lar é de Phillip Glass!

    Abraços

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      Con­cor­do que dis­cu­tir a dout­ri­na espíri­ta é total­mente desnecessário, prin­ci­pal­mente aqui.
      Sim, o fig­uri­no é hor­rív­el, extrema­mente bre­ga. Com relação ao ator Rena­to Pri­eto, acho que o roteiro pode ter lim­i­ta­do bas­tante o seu poten­cial como ator, mas como não o con­heço, não pos­so falar muito além deste papel.
      Os diál­o­gos foram cansativos de tão expli­cad­in­hos que ficaram, para qual­quer um enten­der mes­mo. Achei desnecessário toda essa sim­pli­fi­cação.
      Anal­isan­do o filme con­hecen­do a obra, com certeza é bem mais rico, mas infe­liz­mente não é pos­sív­el faz­er isso para cada filme que se escreve.
      Abraços

  7. avatar Marília disse:

    O livro é lin­do… estou lou­ca pra assi­s­tir o filme… mes­mo com essa “pro­pa­gan­da con­tra’ vou lá pra ver “qual é”, volto pra falar como foi…

  8. avatar Medeiros disse:

    Longe de vaz­er qual­quer apolo­gia reli­giosa, a dout­ri­na espiri­ta ain­da tem muito a ser explo­ra­da nos meios cin­e­matográ­fi­cos e teatrais. A Lit­er­atu­ra mostra-nos didati­ca­mente apren­diza­dos vivi­dos por seus per­son­agens. Novi­dades temos sem­pre, se é veridi­co ou não, vai de cada um aceitar. A Bib­lia tam­bém foi explo­ra­da pelo cin­e­ma com grandes pro­duções só que ago­ra não tem mais o que mostrar porque as prin­ci­pais pas­sagens já foram repro­duzi­das.

  9. avatar Napier Bortoluzi disse:

    Sin­ce­ra­mente criticar algo sem antes o ““TODO”” é bem com­pli­ca­do. Alias a Dout­ri­na Espiri­ta é para quem gos­ta de ler e estu­dar muito. Ler não sig­nifi­ca nec­es­sari­a­mente aceitar o que está escrito, mas tam­bém bus­car out­ras fontes de con­hec­i­men­to. Alguns acham que ape­nas uma leitu­ra fria de qual­quer obra já é o bas­tante para sair por ai falan­do bem o ou mal.
    Sug­estão ao criti­co de cime­na: 1- Va estu­dar, ler bas­tante; 2 — Ler algo da Dout­ri­na não sig­nifi­ca nec­es­sari­a­mente ser da Dout­ri­na, por­tan­to é pre­ciso ler sem ““pré-con­ceitos””.

    1. avatar Daniel Kossmann Ferraz disse:

      Esse é um pon­to que parece ser con­fu­so para muitas pes­soas: é pos­sív­el falar só do filme, só da religião ou de ambos jun­tos.
      O meu posi­ciona­men­to na críti­ca é só com o filme, não estou aqui para dis­cu­tir qual­quer aspec­to reli­gioso.

      1. avatar Marcelo C Brito disse:

        O que o dile­to críti­co não com­preen­deu na colo­cação do cole­ga é que os diál­o­gos “expli­cad­in­hos que tornaram a obra cansati­va” fazem-se necessários para dar aos que não pos­suem a com­preen­são que os estu­diosos pos­suem da dout­ri­na. Faz-se necessário despir-se de cer­tas vaidades e bus­car na obra, a fun­do, as men­sagens que são pas­sadas pelo livro. Cer­ta­mente vemos semel­hante acon­te­cer em obras como Har­ry Pot­ter e o Sen­hor dos Anéis, que são baseadas em livros em que a riqueza de detal­h­es é tan­ta, que para alguns a obra cin­e­matográ­fi­ca pas­sa a ter a palidez de uma rádionov­ela.

  10. avatar Moisés disse:

    Meu Deus, quan­to comen­tário raivoso, só porque a críti­ca desta­cou prob­le­mas do filme (que EXISTEM, xiitas). Mes­mo elo­gia­do a con­cepção e enver­gadu­ra do filme, o pes­soal não deixa bara­to qual­quer críti­ca que vai con­tra sua visão de mun­do.

    Sou sim­pa­ti­zante do Espiritismo e respeito muito essa fé, mas pes­soal… Iro­nia, cha­co­ta com o críti­co, comen­tários agres­sivos sem neces­si­dade… Acho que tudo isso vai con­tra o fun­da­men­tal da Dout­ri­na, não acham?

    Get a life.

  11. avatar Mai disse:

    Bem, vou começar o comen­tário afir­man­do meu com­pro­me­ti­men­to com a dout­ri­na espíri­ta des­de cri­ança, hoje em dia sou evan­ge­lizado­ra e claro, li nos­so lar. Vi o filme com uma pes­soa que atual­mente não tem crença algu­ma e con­fes­so que me sen­ti inco­moda­da em deter­mi­nadas cenas. Muito inco­moda­da com a tril­ha sono­ra desnec­es­sari­a­mente drá­mat­i­ca aos extremos em cer­tos pon­tos, chegou a doer os ouvi­dos. Tam­bém tive a impressão de estarem dan­do algum tipo de aula durante o filme, pela for­ma didáti­ca de tudo — o que para espíri­tas e sim­pa­ti­zantes pode ser bem inter­es­sante, mas pra out­ros públi­cos de cer­to que não. Achei a críti­ca boa sim, jus­ta­mente por não estar­mos entran­do em dis­cussão sobre a religião ou o livro, algo inútil. O filme tem o grande méri­to dos efeitos espe­ci­ais, pare­cia estrangeiro! Algu­mas atu­ações real­mente pode­ri­am ter sido mais nat­u­rais, ain­da que estivessem ten­tan­do mostrar os “espíri­tos supe­ri­ores”, o que não sig­nifi­ca que devam ser retrata­dos como robôs ou pes­soas afe­tadas demais. Por fim, reco­men­to o filme muito mais para quem leu o livro e/ou é espíri­ta; não o achei muito inter­es­sante para todos os tipos de públi­co. E à todos os defen­sores da dout­ri­na, cal­ma, mui­ta cal­ma antes de sair vociferan­do raivosa­mente con­tra quem não é e tem for­mação e infor­mações difer­entes das suas. Cadê a liber­dade de expressão, de escol­ha e respeito aos out­ros min­ha gente? 🙂

  12. avatar raphael disse:

    Ven­ho de famil­ia espiri­ta e ten­ho um cer­to con­hec­i­men­to sobre o assun­to, ja li Nos­so Lar e con­fes­so q me decep­cionei com algu­mas coisas do filme prin­ci­pal­mente em ter­mos de atu­ação, sal­vo o ator Rena­to Pri­eto como andré Luis, ele sim me pare­ceu bem con­vin­cente me lem­brou bem o livro, uma das coisas q tb me inco­modaram foram as cenas em q havia exe­cução de qual­quer instru­men­to musi­cal, ficaram real­mente toscas o q me sur­preen­deu por ser algo q a prin­ci­pio me parece ser sim­ples de ser resolvi­do, mes­mo nao poden­do com­parar, o filme sobre Chico Xavier super­ou muito mais as min­has expec­ta­ti­vas

  13. avatar Eudes disse:

    Ape­sar de ser espiri­ta, eu devo con­cor­dar com a crit­i­ca a respeito da qual­i­dade do filme. Sem­pre sera nec­es­sario alguem que ten­ha cor­agem o bas­tante para apon­tar defeitos que a maio­r­ia das pes­soas nao percebe, ou se recusa a perce­ber, jus­ta­mente porque sim­pa­ti­za com a dout­ri­na.

    Mas se o fig­uri­no foi ruim, isso deve ser evi­den­ci­a­do. O mes­mo vale para a qual­i­dade do elen­co, ou qual­quer out­ra coisa den­tro do con­tex­to do filme.

    Gra­cas ao tra­bal­ho do criti­co as futuras obras cin­e­matografi­cas poderao ser mel­ho­radas.

    Parabens pela crit­i­ca.

  14. avatar Marcelo Loutfi disse:

    Nos­so lar é sim­ples­mente o pior filme que assisti nos últi­mos tem­pos. Con­cor­do com as críti­cas feitas com relação ao exagero didáti­co, a nar­ra­ti­va e os diál­o­gos tam­bém são bizon­hos. Pra falar a ver­dade nem os efeitos espe­ci­ais escapam. O “Nos­so Lar” tá mais pra uma Brasília do futuro, os efeitos de tele­trans­porte dos espíri­tos pare­cem vir de um filme da Xuxa dos novos filmes do Didi Mocó. O filme é tão tosco, mas tão tosco que quase fui emb­o­ra na metade da sessão. Quero deixar claro, que min­ha críti­ca é úni­ca e exclu­si­va­mente ref­er­ente ao filme, nada con­tra a religião espíri­ta.

  15. avatar Taís disse:

    Sou espíri­ta, não li o livro, mas ador­ei o filme! Difer­ente do filme Chico Xavier, super­ou min­has expec­ta­ti­vas. As vezes desen­hamos tan­to e esper­amos mais, mas Nos­so Lar eu ador­ei!
    Como já comen­taram aci­ma, aqui não é lugar para dis­cussões reli­giosas e sim críti­cas do filme. Muito engra­ca­do a parte do comen­tario do Marce­lo Lout­fi. Fiquei lem­bran­do os filmes da Xuxa e achei engra­ca­do.
    Mas Marce­lo, em out­ros livros cita coisas bem pare­ci­das como em Nos­so Lar, o aer­obus por ex. O mon­i­tor (n’ao recor­do o nome exa­to), que se pode ver os entes queri­dos. Em Vio­le­tas na Janela ele aparece tambem. A pro­d­u­cao fez assim, pq nos livros descreve assim. Mas ca pra nos, que bom se for assim mes­mo ne?

  16. avatar M disse:

    Con­ven­hamos reli­giosos e não reli­giosos que o filme é um aglom­er­a­do de erros suces­sivos. O filme sim­ples­mente é um fias­co em todos os sen­ti­dos, os atores esque­ce­r­am como atu­ar ou o intu­ito era trans­pare­cer mes­mo a total fal­ta de noção e pare­cer uma nov­ela de quin­ta cat­e­go­ria?

    O desre­speito pelos Judeus entran­do no “mun­do fan­tás­ti­co de Nár­nia”.
    Que­ria ver se os católi­cos colo­cassem em um filme os espíri­tas queiman­do no infer­no espeta­do por um tri­dente de um ser chifru­do. Essa é a real­i­dade dos católi­cos, mas isso não os dá dire­ito de pro­duzir tal imagem pois seria fal­ta de respeito, a mes­ma prat­i­ca­da pelos espir­i­tas pre­gan­do sua ver­dade usan­do a imagem de out­ras religiões.

    Se todo o lucro arrecada­do com essa por­caria fos­se dire­ciona­do a dar mora­dia aos que vivem de migal­has iri­am sim faz­er faler os tão famosos pre­ceitos espíri­tas. Essa obra é mes­mo digna de uma pro­dução da Globo. Parabéns espíri­tas, con­tribuam com a idéia de inve­stir mil­hões de reais em prol de enr­rique­cer a mais impar­cial e con­tro­lado­ra emiso­ra de TV que já exis­tiu. Grandes ensi­na­men­tos ess­es segui­dos mes­mo.

    E voltan­do para o tema “filme” não me ven­ham argu­men­tar que odiei o filme pois não sou espíri­tas, pois sou ateu, com­ple­ta­mente con­tra os mas­sacres e injustiças já aferi­das pela igre­ja católi­ca, mas nem por isso deix­ei de admi­rar grandes filmes cristãos dig­nos de pre­mio, não esse lixo cus­pi­do na cara da sociedade com o puro e claro fim de arrecadar din­heiro.

    Des­culpem por min­ha opinião, mas meu país é laico e ten­ho a expres­sa per­mição dita­da pela Con­sti­tu­ição Fed­er­al de expres­sar min­ha opinião e por que não revol­ta por me sen­tir feri­do com taman­ho insul­to a inteligên­cia do povo.

    1. avatar Marcelo C Brito disse:

      Anôn­i­mo “M”,
      a mes­ma con­sti­tu­ição brasileira que lhe per­mite expres­sar sua opinião tam­bém veda o anon­i­ma­to. Feliz­mente aqui o bom sen­so reinou e somente o sen­hor extrapolou as críti­cas ao filme. Feliz­mente, Ateus, espíri­tas, católi­cos, evangéli­cos, judeus, hin­dus e muçul­manos pos­suem o dom divi­no do livre-arbítrio. Porém, este dom deve ser usa­do com cuida­do para que não desre­speit­e­mos as opiniões de out­rem. Da min­ha parte, perdôo vc por pro­ferir críti­cas tão áci­das a uma dout­ri­na que vc sequer con­hece, pois se con­hecesse, não seria ateu. Não fale em nome de um povo, pois muitos em nos­sa nação são ateus por não con­hecerem Deus, assim como muitos anal­fa­betos o são por não con­hecem a leitu­ra. Longe de um “aglom­er­a­do de erros suces­sivos”, o filme é a mate­ri­al­iza­ção da exper­iên­cia do espíri­to André Luiz e tem a intenção de enviar uma men­sagem para os seus espec­ta­dores — intenção de todo e qual­quer filme — e assim o fez.
      Que a paz de Deus o acom­pan­he sem­pre.
      Cor­dial­mente.
      Marce­lo

    2. Que estran­ho M, em out­ro site você pos­tou o mes­mo comen­tário como V! Será que você é mes­mo ateu ou algum padre ou pas­tor inco­moda­do com o suces­so do filme ?

      O fato é que o filme podia ser mel­hor, as inter­pre­tações ficaram um pouco teatrais. Acred­i­to que isso ten­ha sido proposi­tal, para real­mente dar um tom didáti­co. Não con­cor­do com essa táti­ca, mas devem ter os seus motivos. Os efeitos espe­ci­ais são fra­cos, os mel­hores já vis­tos em um filme brasileiro mas longe dos que seri­am vis­tos em uma pro­dução amado­ra nos Esta­dos Unidos. No entan­to, a história é comovente e, pelo menos a mim, pren­deu até o final. O anda­men­to deste filme me pare­ceu um pouco com A.I. (lem­bram ?). Inteligên­cia Arti­fi­cial tam­bém con­tou uma história muito difer­ente do que está­va­mos acos­tu­ma­dos e, por ter nar­ra­ti­va exager­a­da, acabou se tor­nan­do cansati­vo e com altos e baixos durante o filme. Citei A.I. porque para quem não acred­i­ta no que vê em Nos­so Lar, o filme deve ser vis­to como obra de ficção, e em obra de ficção não existe men­ti­ras ou fan­tasias. Naque­la história, aqui­lo que é mostra­do é real. Tam­bém li críti­cas ao fig­uri­no, o que me levo ao riso… O que iri­am faz­er os fig­urin­istas de espetac­u­lar se estavam ape­nas retratan­do a real­i­dade con­ta­da por André Luiz ? O que teria de espe­cial nas roupas se o filme mostra um lugar onde roupas não são impor­tantes ? Acho que o filme tem seus prob­le­mas mas no ger­al é mel­hor que qual­quer out­ro feito este ano, incluín­do Chico Xavier.

  17. avatar Lucia disse:

    O maior propósi­to do filme é mostrar que existe vida após a vida. A físi­ca quan­ti­ca, as pesquisas atu­ais dos cien­tis­tas sobre a exis­ten­cia de uni­ver­sos para­le­los já cam­in­ham neste sen­ti­do. Ou seja, inde­pende de religião. Lem­bre­mos que o livro foi psicografa­do em 1945, sobre pes­soas que viver­am na ter­ra numa época em que o por­tuguês era bem fal­a­do.
    E é tão bom, tão mais salu­tar, saber que quan­do perdemos um ente queri­do, na real­i­dade não o perdemos, ele par­tiu para a ver­dadeira vida, e em breve estare­mos com ele nova­mente. Como diz um dial­o­go do filme e ain­da tão atu­al: o mun­do pre­cisa de histórias felizes…

  18. avatar marcelo disse:

    Caro Daniel,

    Sou espíri­ta e, lógi­co, não me sen­ti bem com as suas críti­cas em relação ao filme…
    No entan­to, respeito a sua opinião e, muito menos, vou exe­crá-lo reforçan­do a patrul­ha espíri­ta xiita.
    Muito pelo con­trário, que­ria parab­enizá-lo pela pos­tu­ra ele­gante como respon­deu até o pre­sente momen­to as pedras lançadas pelos nos­sos irmãos “espíri­tas”.

    Abraços frater­nos,

    Marce­lo.

  19. avatar Prof.: Andre Moreira disse:

    Eu gostei da sua críti­ca. No entan­to, eu não con­cor­do com duas obser­vações que foram feitas e sen­ti fal­ta de uma nota, em sua boa críti­ca.
    Creio que a atu­ação didáti­ca men­sion­a­da, não foi o caso do Rena­to Pri­eto, pen­so que a atu­ação dele foi den­tro do vazio do per­son­agem, que o dire­tor quis pas­sar. Diga-se de pas­sagem, a atu­ação dele no Umbral me pare­ceu muito boa e achei que den­tro da monot­o­nia das fras­es prontas (coisa pro­pos­ta pelo filme, jus­ta­mente para dar o con­trapon­to que o críti­co não notou, em relação ao per­son­agem mun­dano de Rosanne Mul­hol­land — Eloisa) o casa­men­to dele com o ator Fer­nan­do Alves Pin­to foi muito bom (o que não quer diz­er que a atu­ação do Fer­nan­do Pin­to, ten­ha sido boa).
    E a out­ra coisa que eu não con­cordei foi em relação a tril­ha, não achei tão incô­mo­da assim, o que não quer diz­er que ten­ha acha­do o resul­ta­do final tão bom, as com­posições são medi­anas, o que aliás, vin­do de quem vem (Philip Glass) não me cau­sou sur­pre­sas. Neste caso, os pro­du­tores de Up devem sem­pre ser lem­bra­dos. E sen­ti fal­ta dos seus elo­gios em relação o fan­tás­ti­co tra­bal­ho de Direção de Arte, ao meu ver, o mel­hor do filme, creio que se os pro­du­tores não tiverem lá os seus “com­plex­os de vira-latas”, cer­ta­mente dev­erão inscr­ev­er este filme nes­ta cat­e­go­ria, em fes­ti­vais nacionais e inter­na­cionais, por que não?
    Bom, é isso!

  20. […] “O elen­co de Nos­so Lar é extrema­mente fra­co, para não diz­er pés­si­mo, o que aca­ba com­pro­m­e­tendo demais o filme. O per­son­agem prin­ci­pal não con­vence e, como nar­rador, é pior ain­da. Os demais per­son­agens tam­bém são muito fal­sos e, cer­tas cenas que dev­e­ri­am ser dramáti­cas, acabam geran­do risos de tão ridícu­las que ficaram. Sem falar na maneira como os diál­o­gos foram con­struí­dos, o que ape­nas piorou a situ­ação. Eles são muito didáti­cos e for­mais, crian­do uma atmos­fera arti­fi­cial ain­da maior. Em com­pen­sação, os efeitos espe­ci­ais e a pro­dução em si são óti­mos. Espero que com Nos­so Lar, a pro­dução de cin­e­ma nacional comece a pro­duzir mais filmes com esse tipo de qual­i­dade. Se fos­se pro­duzi­do uma ficção cien­tí­fi­ca seguin­do a pro­dução deste, acho que o resul­ta­do pode­ria ser fan­tás­ti­co.” ㅤㅤㅤcríti­ca do site Inter­ro­gação […]

  21. avatar M disse:

    Marce­lo Brito,
    E você é bas­tante respeitoso né? falan­do que eu sou ateu por não con­hecer o espiritismo, ou sou como um anal­fa­beto que não con­heceu a leitu­ra por não crer em Deus. Eu sou pós-gradoa­do em teolo­gia campeão, con­heço infind­áveis religiões que você sequer sabe que exis­tem. Da mes­ma for­ma que você acha que eu sou “sem con­hec­i­men­to” por ser ateu te digo a min­ha opinião, és uma cri­ança ain­da, foi doutri­na­do a crer e seguir esse cam­in­ho, você é só a mas­sa. E mais uma grande novi­dade, essa grande quan­ti­dade de anal­fa­betos que tem em nos­so país adv­in­ha o que eles são? gente sem con­hec­i­men­to, infor­mação e estu­do são TODOS crentes, isso não sou eu que estou falan­do, exis­tem diver­sos estu­dos rela­ciona­dos.

    Os home­ns mais inteligentes e mais bem suce­di­dos do mun­do são ateus, os 10 home­ns mais ricos do mun­do são ateus, os QIs mais avança­dos já reg­istra­dos em teste foram de ateus.

    O sociól­o­go norte-amer­i­cano Phil Zuck­er­man em uma recente pesquisa con­cluiu:

    Os país­es menos reli­giosos do mun­do são os mais jus­tos, mais éti­cos, pos­suem forte econo­mia, baixa taxa de crim­i­nal­i­dade, os mais altos índices de qual­i­dade de vida, altos padrões de vida e igual­dade social. Ao con­trário, os país­es mais reli­giosos são aque­les com maior desigual­dade, crim­i­nal­i­dade, cor­rupção, injustiça e out­ras pra­gas soci­ais, como Brasil.

    Então meu caro, antes de acusar-me de qual­quer coisa, pos­sua o mín­i­mo de con­hec­i­men­to.

    1. avatar Gian disse:

      Eu me esfor­cei pra não escr­ev­er nada, mas diante dos comen­tários rsrsrs… do Sen­hor M:
      VAI PROCURAR UM QUINTAL PRA CARPIR, SENHOR DOUTOR ATEU!!!
      Papel ridícu­lo, se expres­sar de for­ma estúp­i­da e pouco edu­ca­da no site dos out­ros, isto não é coisa de gente alfa­bet­i­za­da, estu­da­da, quem dirá doutor rsrsrs
      Eu con­cor­do em partes com a críti­ca sim, achei até o elen­co esforça­do, achei algu­mas partes um pouco car­i­catas e forçadas, mas o filme foi feito pra isso, pra ser didáti­co na dout­ri­na espíri­ta.
      Sou evangéli­co, e não sou idio­ta pra ir num cin­e­ma assi­s­tir um filme saben­do que é uma obra espíri­ta e depois sair de lá falan­do besteira… isso é coisa de gente igno­rante.
      Achei o filme boni­to, com uma men­sagem pos­i­ti­va, em meio a enx­ur­ra­da de filmes de favela, crime, morte e dro­gas que invade todo ano o cin­e­ma brasileiro.
      O didatismo exager­a­do, acred­i­to que ten­ha vin­do da própria obra em que foi inspi­ra­do, isto é, o filme foi feito pra ser assim mes­mo, expli­cad­in­ho, de fácil entendi­men­to pra qual­quer pes­soa que não seja sim­pa­ti­zante ou con­hece­do­ra da dout­ri­na.
      Não o achei desre­speitoso, mas ele é ten­den­cioso, obvi­a­mente, pois não teria como não ser; na min­ha própria comu­nidade, já assisti filmes evangéli­cos que par­tic­u­lar­mente con­sid­erei desre­speitosos com a crença de out­ros, mas não vi isso em Nos­so lar.
      Achei que foi um filme difer­ente da maio­r­ia dos filmes brasileiros que ten­ho assis­ti­do, e não achei isso ruim.

  22. avatar DAVID LEMOS disse:

    Preza­do sr Daniel,
    acabei de chegar do Norteshop­ping, onde assisti o filme NOSSO LAR.

    SALA LOTADA — na sua plen­i­tude.
    gostaria de per­gun­tar ao SR. já que é enten­di­do em filme, porque uma sala total­mente lota­da, com sen­hores, sen­ho­ras, jovens, meni­nos, meni­nas o filme foi mostra­do na sua plen­i­tude, sem nen­hum barul­ho, grace­jo, rizad­in­ha ou deboche?
    inde­pen­dente de roupa­gens, som, efeitos espe­ci­ais, etc
    um silen­cio celes­tial, onde todos os pre­sentes , com os olhos gru­da­do na tela.
    será que a sua opinião é mais impor­tante do que as 471 pes­soas pre­sentes nes­ta sessão?

    PORQUE QUE Em dez dias o filme acu­mu­lou 1,6 mil­hão de espec­ta­dores com uma bil­hete­ria de mais de R$ 16 mil­hões —

    JA SEITUDO CURIOSO

    OU TODOS QUEREM APRENDER MAIS E FALAR MENOS?

    É
    VAI TER QUE FICAR COM A BOCA CHEIA DAGUA POR MUITO TEMPO

    ATT
    DRSLEMOS.’.

  23. avatar Rodrigo Rezende disse:

    Caro Daniel. Enten­do sua opinião e o respeito. Mas como espec­ta­dor do seu site, sin­to -me na respon­s­abil­i­dade de opinar. A respeti­to do que disse sobre o teor didáti­co da obra, creio que o dire­tor quis man­ter o que dev­eras foi prat­i­ca­do no livro, uma vez que “Nos­so Lar” foi real­mente escrito com a final­i­dade de ensi­nar e/ou infor­mar, enquan­to esper­a­va-se ser lido por espíri­tas seden­tos por infor­mações a respi­to das colô­nias e curiosos com a vida após a morte. Se pud­er despender seu tem­po em lÊ-lo, verá que ele foi fiel man­ten­do o nív­el didáti­co.
    Quan­to ao fig­uri­no, creio que “bre­ga” seja um ter­mo des­ig­na­do para deno­tar gos­to ou rótu­lo advin­do de uma moda, que pode ou não a ser segui­da ou aprova­da (afi­nal, em nen­hum out­ro filme reli­gioso, esper­ou-se que cada um de seus paraí­sos seguisse a tendên­cia ter­restre.)
    E por últi­mo lim­i­to-me a diz­er que, se por um lado a entra­da de judeus em Nos­so Lar causa ao teu gênio con­strang­i­men­to, out­ro tan­to fará a fal­ta de elegân­cia com o que o sen­hor crit­i­ca neg­a­ti­va­mente. Veja bem, respeito sua opinião neg­a­ti­va a respeito do filme, ape­sar de não con­cor­dar, mas a fal­ta de escol­ha de palavras menos agres­si­vas que você usou se iguala à mes­ma que você diz que hou­ve no filme e que o tornou tão agres­si­vo, ente­di­ante e pouco con­vin­cente. E creio que um erro não jus­ti­fique o out­ro, ou estou erra­do?
    Gra­to à atenção, Rodri­go Rezende.

  24. De fato, o elen­co é pobre. Não gostei da atu­ação do pro­tag­o­nista. Como dito na críti­ca, a falas em cer­tos momen­tos ficaram muito didáti­cas. Out­ro pon­to que não gostei foi a dinâmi­ca das cenas (tomadas de cena). A do hos­pi­tal, por exem­p­lo, ficou muito estáti­ca, um diál­o­go monótono que me fez perder total­mente o envolvi­men­to com o filme, além das piadas desnecessárias em um momen­to do filme que era para retratar dra­ma. Enfim, esper­a­va mais. Crédi­to mes­mo para a direção de arte e para a tril­ha sono­ra. Sim, as músi­cas são boas e alguns momen­tos con­seguiram con­tex­tu­alizar com as cenas, mas a mix­agem do áudio der­rapou feio, sobrou vol­ume de for­ma desnecessária.

  25. avatar Linda Paiva disse:

    Assisti ao filme com um olhar crente ao ini­cio, porém. no desen­volvi­men­to do filme fiquei com a clara impressão de que se trata­va da visão, um tan­to quan­to mun­dana (no sen­ti­do de humana) de um médi­co até cer­to pon­to pre­po­tente (no sen­ti­do que mostra que um médi­co bem for­ma­do sobe na vida e até na morte de maneira mel­hor que os out­ros pobres mor­tais, pois são seres mel­hores que nós) e me chamou a atenção tam­bém a for­ma de orga­ni­za­ção seg­men­ta­da da tal colô­nia, uma visão de cidade muito difun­di­da na época em que a obra foi escri­ta, os setores sep­a­rad­in­hos, cada um no seu lugar, um ver­dadeiro espel­ho da filosofia pos­i­tivista vigente na déca­da de 40, me per­gun­to se, num plani supe­ri­or, não dev­eríamos ter uma orga­ni­za­ção social e espa­cial mais próx­i­ma das noçoes de com­plex­i­dade e sis­tem­i­ca dos dias de hoje, não são um plano supe­ri­or?
    Enfim, a impressão final que me ficou é de um con­to, uma visão par­tic­u­lar de um médi­co, eiva­da de val­ores pes­soais de val­or e de visões de mun­do que refletem somente uma época, esper­a­va ver mais de espir­i­tos evolu­i­dos.…

  26. avatar isabella disse:

    Isso é pon­to de vista de cada um.
    o cin­e­ma , o filme, seja qual­quer out­ra coisa.
    Está ali, pra quem quer, pra quem gos­ta do TIPO de filme.
    pra que ass­sis­tiu se sabia que pode­ria fica descontrariado(a) durante.
    O filme foi feito ”pen­sa­do” ao públi­co que respeira ao tipo e as pes­soas que gostam.
    Críti­cas é nor­mal né? sem­pre.
    Mas não em questão ao filme, e sim ao pon­to de vista das pes­soas con­tra a religião impos­ta e aos hábitos.

    Pra mim, o filme foi muito bem elab­o­ra­do, pen­sa­do exata­mente para divul­gação ampla das pes­soas que adquirem a esse tipo de religião.

    mas, cada um acha algum defeito e um pon­to de vista difer­ente,
    a questão é aceitar mes­mo…

  27. avatar André Luis disse:

    Coloque no Liq­uid­i­fi­cador locais como Brasília e Kryp­ton, adi­cione todos os min­istérios de Brasília … Só Fal­tou o Lula para coman­dar a Cidade Espir­i­tu­al .… ” Com­pan­heiros … Nun­ca na história dessa cidade.…”
    Um Filme bom com efeitos Hol­ly­wood­i­anos ao mel­hor dos anos 90. O Brasil está avançan­do no Cinema!(Devagar… e sem­pre)…
    No entan­to o filme “Chico Xavier”, ape­sar de mais sim­ples era bem mais cati­vante…
    Que atirem pedras os fanáti­cos…

    1. avatar Marcelo disse:

      Sin­ce­ra­mente não esper­a­va tan­ta incom­preenção por parte dos adep­tos da dout­ri­na espíri­ta. Parece-me que a maio­r­ia ain­da pre­cisa ler mui­ta coisa para enten­der o real sig­nifi­ca­do da dout­ri­na. Quan­ta intol­erân­cia, dese­legân­cia e ignorân­cia que tive a triste sur­pre­sa de ler em alguns dess­es comen­tários. Vamos colo­car em práti­ca aqui­lo que se lê.

  28. avatar Paulo disse:

    O filme é decep­cio­nante e téc­ni­ca­mente tosco!!

  29. avatar vanderlei disse:

    Filme hor­riv­el! Nov­ela das 8 com mais efeitos.

  30. avatar Luana disse:

    Não pre­cisamos de doutri­nas, pre­cisamos de mais amor, inde­pen­dente de religiões. Eu não sei por que as pes­soas se apegam a religiões e esque­cem o essen­cial. Atual­mente não ten­ho religião, mas já fui de várias, já li tudo quan­do é tipo de livro e nen­hu­ma religião foi capaz de sanar min­has dúvi­das, pois se baseiam em fé cega e medo do infer­no. Já havia lido o livro Nos­so Lar, assim como o Evan­gel­ho segun­do o espiritismo e mais alguns livros espíri­tas e achei meio fan­ta­sioso. Mas o filme foi de las­car. Assisti esperan­do que pas­sasse uma men­sagem boni­ta, mas a todo tem­po só assisti men­sagens moral­is­tas. Não gostei.

  31. avatar Monalisa disse:

    O elen­co de Nos­so Lar é extrema­mente fra­co, para não diz­er pés­si­mo, o que aca­ba com­pro­m­e­tendo demais o filme. O per­son­agem prin­ci­pal não con­vence e, como nar­rador, é pior ain­da. Os demais per­son­agens tam­bém são muito fal­sos e, cer­tas cenas que dev­e­ri­am ser dramáti­cas, acabam geran­do risos de tão ridícu­las que ficaram. Sem falar na maneira como os diál­o­gos foram con­struí­dos, o que ape­nas piorou a situ­ação. Eles são muito didáti­cos e for­mais, crian­do uma atmos­fera arti­fi­cial ain­da maior.”

    Acabou de descr­ev­er o que eu e meu mari­do vimos e rimos no cin­e­ma. O o tal eter­no ator gaú­cho? Assas­si­nou o Emmanuel. A pior cena foi qdo ele encon­tra a mãe… Ué não era para chorar? Eu ri!! A Ana Rosa é mel­hor cal­a­da… e o Oth­on Batos pés­si­mo tb.
    Qto ao col­ori­do do filme, é fiel ao livro e gostei. O filme fica bom no final, qdo ele pára de recla­mar e vai aju­dar “no hos­pi­tal”, ou seja, reza em silên­cio e o resto dos atores tb. O dire­tor tava muito empol­ga­do com o filme, sei lá, pare­cia que tava fazen­do cari­dade, que não viu isso… Pare­cia mar­in­heiro de primeira viagem.

  32. avatar Re disse:

    O pior deste filme são as inter­pre­tações dos atores…

Dossiê Daniel Piza
Spirallab