Alessandra Haro abre exposição fotográfica “Transeuntes”

A Curiti­ba que se acos­tu­mou com o tra­bal­ho das lentes del­i­cadas de Alessan­dra Haro para os espetácu­los de teatro, dança e para os shows de músi­ca pode sur­preen­der-se ago­ra com out­ra fac­eta des­ta artista, que foi bus­car na Europa mais bagagem para exercer sua grande paixão: a fotografia. A par­tir da próx­i­ma quar­ta-feira, 27 de out­ubro, pode-se con­ferir o amadurec­i­men­to do tra­bal­ho des­ta fotó­grafa, que está mais ousa­do e ques­tion­ador.

Na exposição “Transe­untes”, Alessan­dra Haro tra­bal­hou com o espaço urbano con­tem­porâ­neo con­ceitu­a­do pelo antropól­o­go francês Marc Augé, para quem o espaço urbano influ­en­cia o com­por­ta­men­to das pes­soas e, muitas vezes, dire­ciona para o indi­vid­u­al­is­mo. A par­tir da ideia de não-lugares, con­sid­er­adas por Augé lugares de pas­sagem sem iden­ti­dade, a artista tra­bal­ha com os pilares: tem­po, espaço e indi­vid­u­al­is­mo. Alessan­dra fotografou per­son­agens anôn­i­mas que, reti­radas de seu con­tex­to são re-inseri­das neste mes­mo ambi­ente, mas em novas condições, pro­por­cio­nan­do uma nova ordem entre o real e o irre­al.

Além de Marc Augé, tam­bém foram refer­ên­cias na pesquisa de Alessan­dra Haro – que resul­tou no títu­lo de mestre em Fotografia Artís­ti­ca pela Uni­ver­si­dade Europeia de Madri -, o vídeo-artista japonês Hira­ki Sawa, o fotó­grafo ital­iano Pao­lo Ven­tu­ra e a fotó­grafa argenti­na Lil­iana Porter. Assim como o tra­bal­ho de todos ess­es artis­tas, a exposição “Transe­untes” per­mite insti­gar o olhar – Em tem­pos de manip­u­lação dig­i­tal, como nos rela­cionamos com out­ros proces­sos de con­strução imagéti­ca? Qual é a dimen­são do ser humano diante dos grandes cen­tros urt­banos e de seus flux­os acel­er­a­dos?

Estas são ape­nas algu­mas das muitas questões pro­postas pelas nove fotos da exposição, cuja solução de impressão foi dada pela F9. Tam­bém apóia a exposição, con­tribuin­do para sua real­iza­ção, Night Par­ty.

SERVIÇO:
Exposição de fotografia artís­ti­ca Transe­untes, por Alessan­dra Haro
De 27 de out­ubro a 27 de novem­bro de 2010, de terça-feira a sába­do, das 14h às18h.
Aber­tu­ra da exposição: 27 de out­ubro, quar­ta-feira, às 20h30, com pre­sença da artista.
Local: Museu Gui­do Viaro (Rua XV de Novem­bro, 1348)
Infor­mações: (41) 3018 6194 ou http://www.museuguidoviaro.org/
Entra­da fran­ca. As fotografias da exposição estão disponíveis para ven­da.

Sobre Alessan­dra Haro
Nasceu em Curiti­ba, em 1976. Grad­u­a­da em Pub­li­ci­dade (Pon­tif­í­cia Uni­ver­si­dade Católi­ca do Paraná, 1998), espe­cial­i­zou-se em Antropolo­gia Visu­al (Uni­ver­si­dade Can­di­do Mendes (2004) e se tornou mestre em Fotografia Artís­ti­ca pela Uni­ver­si­dad Euro­pea de Madrid (Espan­ha, 2010). Tra­bal­ha com fotografia e na área audio­vi­su­al des­de 1996.

Par­ticipou em mais de 30 filmes (lon­gas, cur­tas e doc­u­men­tários) como fotó­grafa still, assis­tente de direção, dire­to­ra de pro­dução, etc. Foi coor­de­nado­ra e pro­fes­so­ra de Pro­dução Cin­e­matográ­fi­ca na Acad­e­mia Inter­na­cional de Cin­e­ma (2004/2005) e lecio­nou a mes­ma dis­ci­plina na esco­la Cen­tro Europeu (2007/2009). Tam­bém atu­ou como dire­to­ra audio­vi­su­al, por 4 anos, na pro­du­to­ra IESDE Brasil S.A.

Em Madri, foi assis­tente dos artis­tas espan­hóis Cristi­na Lucas e Fer­nan­do Sanchez Castil­lo, tra­bal­hou como fotografa still e assis­tente de pro­dução no primeiro cur­ta-metragem em 3D com per­son­agens reais da Espan­ha (“Enjoy”) e como pro­du­to­ra do vídeoarte “Episó­dios Nacionais. Táti­ca” e ain­da, no depar­ta­men­to de exposições no “XIII Pho­toEs­paña — Fes­ti­val Inter­na­cional de Fotografía y Artes Visuales”, coor­de­nan­do a mon­tagem das exposições da fotografa argenti­na Adri­ana Lesti­do e de Fer­nan­do Sanchez Castil­lo. Em Zurique, Suíça, fotografou espetácu­los de teatro e dança em um dos mais impor­tantes fes­ti­vais de artes cêni­cas da Suiça, o “Zürcher The­ater Espek­takel” de 2010.

Como auto­ra, real­i­zou diver­sas exposições indi­vid­u­ais e cole­ti­vas, e atual­mente segue desen­vol­ven­do seus tra­bal­hos pes­soais e colab­o­ran­do com jor­nais, ONG’s e gru­pos de arte con­tem­porânea.


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