Crítica: Burlesque

Pense em um óti­mo meio audio­vi­su­al de ala­van­car nova­mente uma car­reira. Se você pen­sou em cin­e­ma, acer­tou! Bur­lesque (EUA, 2010), dirigi­do pelo estre­ante Steve Antin, aparenta ser a ten­ta­ti­va de Christi­na Aguil­era bril­har nova­mente nos olhos e nos ouvi­dos das pes­soas. Mas quem disse que é fácil faz­er um lon­ga?

O enre­do é bem sim­ples, e muito bati­do, onde uma garo­ta do inte­ri­or, cujo grande tal­en­to é a sua voz, vai para a cidade grande ten­tar uma vida mais emo­cio­nante e lá pas­sa por várias difi­cul­dades antes de virar uma estrela (isso já é rev­e­la­do logo no iní­cio do filme). Além de, é claro, encon­trar seu grande amor. Ela é Ali (Christi­na Aguil­era) e na procu­ra de um emprego como back­ing vocal, encon­tra por aca­so um lugar chama­do “The Bur­lesque Lounge”, um cabaré, admin­istra­do por Tess (Cher), a úni­ca que sabe can­tar no local.

Um dos primeiros filmes que vem com um sen­ti­men­to de “eu já vi isso antes” é Show Bar, dirigi­do por David McNal­ly, que aliás dá um show com­para­do a este aqui. Além dis­so, Bur­lesque parece mais um Moulain Rouge atu­al­iza­do, só que total­mente vazio. Aliás, o lon­ga inteiro remete bas­tante ao video­clipe da músi­ca Lady Mar­malade, que faz parte da tril­ha sono­ra do Moulain Rouge, onde a própria Aguil­era par­tic­i­pa, jun­to com Lil’ Kim, Mya e Pink.

Filmes com can­toras famosas não é nen­hu­ma novi­dade no mun­do do cin­e­ma. É pos­sív­el clas­si­ficar eles em dois tipos: onde a voz dessas cele­bri­dades é o atra­ti­vo prin­ci­pal ou aque­le em que é dado ênfase na atu­ação delas. Nes­ta primeira cat­e­go­ria se enquadra o próprio Bur­lesque e out­ros filmes como Glit­ter, com Mari­ah Car­rey. Na segun­da temos Cross­roads — Ami­gas para Sem­pre, com Brit­ney Spears, e o recente Plano B, com Jen­nifer Lopes.

Se um dos atra­tivos de Bur­lesque era a voz de Aguil­era, ou da Cher, o play­back descara­do (a voz tem que estar sem­pre per­fei­ta) con­segue cor­tar qual­quer cli­max que o som pode­ria cri­ar. Isso sem falar na pés­si­ma atu­ação das duas. Até que a Cher não se sai tão mal em com­para­ção a Aguil­era, que tem sem­pre a mes­ma cara, mas, em ger­al, a Jen­nifer Lopes dá de dez a zero em relação a atu­ação das duas. Ape­sar de serem breves momen­tos, fica muito claro toda a exal­tação em relação a voz de Christi­na Aguil­era. Alguém pode­ria comen­tar que é só uma história, que nada tem haver com a can­to­ra em si, mas se fos­se só isso, não seria pre­ciso este exagero todo.

Pra quem gos­ta de roupas, acessórios e maquia­gens, acred­i­to que não se sur­preen­derá muito com estes ele­men­tos em Bur­lesque, pois todo o esti­lo exibido já é usa­do bas­tante pela mídia em ger­al. Esteti­ca­mente, NINE con­segue ser mais inter­es­sante que este filme. Para quem gos­ta de musi­cal e um visu­al mais góti­co, recomen­do Sweeney Todd — O Bar­beiro Demonía­co da Rua Fleet, do Tim Bur­ton.

Bur­lesque aca­ba sendo cansati­vo pois além da história ser demasi­da­mente super­fi­cial, que se alon­ga até não poder mais, as atu­ações prin­ci­pais não con­vencem em nada. Repe­tir uma fór­mu­la de suces­so, nem sem­pre dá cer­to. Só para não ger­ar nen­hu­ma con­fusão: não ten­ho nada con­tra nen­hu­ma das can­toras do filme, nem do fato delas estarem par­tic­i­pan­do de um lon­ga em si.

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Comentários

  1. avatar Mai disse:

    Se a atu­ação de J-Lo é mel­hor que a delas…putz, nem perderei meu tem­po. Acho que o úni­co filme que gostei dela foi “A Cela”. Bom pra Christi­na, que de fato tem uma voz potente, é um óti­mo modo de voltar aos pal­cos quem sabe.

Dossiê Daniel Piza
Spirallab