FestivalVerãoRS 2011: Dicas de Filmes

O 7º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional, em Porto Alegre começou na quinta, dia 24 de março, com a pré-estreia do longa-metragem Lope, de Andrucha Waddington. Obviamente que muita gente já fez a sua lista de filmes, mas quem não fez, ainda dá tempo. Pensando nisso, o interrogAção selecionou os prováveis filmes mais interessantes – e esperados por nós – do Festival. Se você assistiu algum deles, gostou ou não, deixe sua opinião nos comentários!


Natimorto (Brasil, 2010) – A adaptação homônima do livro do quadrinista e escritor Lourenço Mutarelli pretende dar o que falar. O livro, antes adaptado pelo teatro, traz a história de um homem compulsivo – o próprio Mutarelli – e um caça-talentos que traz uma jovem cantora para São Paulo para uma audição, enquanto esperam o dia marcado ele vai se apresentado mais e mais estranho, tomando café, fumando compulsivamente e lendo as cartas de tarô para ela.

Talvez o ponto mais alto da espera pelo longa é que o próprio Mutarelli é uma figura incógnita, com uma lista de quadrinhos e livros com um humor ácido e um tanto obscuro. Além, claro, que O Cheiro do Ralo, escrito por ele, foi uma das melhores adaptações do cinema nacional até hoje.

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Amor? (Brasil, 2010) É Mais um longa nacional que promete. João Jardim é um cineasta que trabalha com documentários de uma forma extremamente artística, basta ver o incrível Janela da Alma para entender um pouco o estilo autor.

Em Amor? o enredo se foca em histórias reais de violência passional interpretadas por atores, ou seja, o diretor criou uma ficção poética em cima da realidade. O filme estreou ano passado no Festival de Brasília e conta com uma sessão comentada no 7º Festival de Verão do RS de Cinema Internacional (Confira a programação)

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A minha versão do Amor (Canadá/Itália, 2010) Normalmente filmes que envolvam Paul Giamatti sempre são interessantes, visto por exemplo o excelente Almas à Venda e a cinebiografia do quadrinista Harvey Pekar em Anti-herói Americano.

Em A minha versão do Amor, Giammati interpreta Barney Panofsky, o personagem-narrador de A Versão de Barney, livro de Mordecai Richler. Panofsky é caricato e está possesso — e bêbado, como sempre —, porque seu velho desafeto e ex-amigo, Terry McIver, está para lançar um livro autobiográfico em que lhe faz pesadas acusações. Então que Panofsky resolve rever sua vida através de sua própria visão e lembranças.

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Poesia (Coréia do Sul, 2010) Cinema coreano sempre é uma bela indicação, visto que na última década diretores como Kim Ki-Duk e Chan-wook Park, alcançaram boas temporadas no cinema ocidental.

Poesia é um desses filmes orientais que você deseja ver somente pela beleza que o filme evoca logo no trailer. Dirigido por Chang-dong Lee o longa conta a história de Mija, uma senhora curiosa e questionadora que ao receber uma notícia que muda a sua vida decide ver mais poesia e beleza no cotidiano, se inscreve numa aula do gênero e passa a tentar compreender a vida através das palavras.

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Zona de Risco (Córeia do Sul, 2001) Reforço que cinema coreano é sempre sensacional. Este longa do Chan-wook Park, faz parte de uma mostra especial para o cinema coreano (veja a programação no site), portanto já recomendamos logo de cara todos os filmes.

Por vários ângulos Zona de Risco é um filme político, mas como todo filme do diretor pode-se esperar ação e sangue à vontade. Alguns soldados coreanos são mortos após um diretor, uma equipe especial da Suíça vem para investigar o caso pois acredita-se que haja um desertor entre os soldados.

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Em um Mundo Melhor (Dinamarca/Suécia, 2010) Talvez o simples fato do filme ter ganho o Oscar de melhor filme estrangeiro seja um belo motivo para ver esse longa. Mas ainda há o fato do longa ser dinamarquês e o cinema do norte-europeu costuma apresentar belas surpresas. A diretora Susane Bier já dirigiu longas interessantes como Coisas que perdemos pelo caminho.

Em um Mundo Melhor um médico dinamarquês trabalha em um campo de refugiados na África enquanto sua família está na Dinamarca, a história de ambos se entrelaça com a de um garoto orfão de mãe que migra para o país.

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Para quem você ligaria? Os nossos hermanos têm um cinema sensacional, isso é indiscutível! O cinema existencial dos argentinos sempre resulta em belas películas, tanto com enredos encantadores como em fotografia.

Em Para quem você ligaria? um homem se vê numa verdadeira crise que ao encarar sua dificuldade de lidar com as pessoas se pergunta, que em um momento com esse, para quem ligar, afinal?

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Dossiê Daniel Piza
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