O Futuro do Livro: Giselle Beiguelman

Andan­do pelos corre­dores de uma Bien­al do Livro, como a do Rio de Janeiro no ini­cio desse mês, ven­do eles lota­dos de pes­soas com muitos impres­sos sacole­jan­do em bol­sas plás­ti­cas, parece impos­sív­el afir­mar o fim do livro físi­co. Mes­mo que os espe­cial­is­tas ditem a situ­ação e nos prometam con­formis­mo e mais facil­i­dade, nada muda esse olhar mági­co de quem vê as pes­soas encan­tadas fol­he­an­do livros de todas as cores, impressões e, por que não, cheiros.

Mas ao con­trário das pre­visões, bem otimis­tas, do mer­ca­do edi­to­r­i­al há quem não ache que o e-book e os tablets sejam essa mar­avil­ha toda, A artista Giselle Beiguel­man foi enfáti­ca ao diz­er — na mesa do Café Literário pre­ten­siosa­mente inti­t­u­la­da de Apre­sen­tan­do o Livro Dig­i­tal — que o livro impres­so era a for­ma mais estáv­el para práti­ca da leitu­ra, o que ain­da não acon­tece com o livro dig­i­tal, des­de pelo menos mil anos. Sem exageros e muito bem pau­ta­da, Giselle é uma das mais pro­lí­fi­cas pesquisado­ras do que ela chama de Desvir­tu­al, o fim do vir­tu­al no sen­ti­do de acabar as bar­reiras entre ele e o real. Atual­mente ela é edi­to­ra-chefe da revista Select que se propõe deixar claro sua ban­deira com con­ceitos sobre pirataria, remix, cul­tura livre, escri­ta não-cria­ti­va e a imen­sid­ão de assun­tos que englobam a cul­tura dig­i­tal.

Assista abaixo ao depoi­men­to de Giselle Beiguel­man, espe­cial­mente pro inter­ro­gAção, na Bien­al do Livro Rio 2011, sobre o Futuro do Livro.


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Dossiê Daniel Piza
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