O Malefício da Mariposa” em Curitiba

A peça teatral “O Male­fí­cio da Mari­posa”, primeiro espetácu­lo pro­duzi­do e ence­na­do na Ave Lola Espaço de Cri­ação, cumpre tem­po­ra­da até 3 de jun­ho com seções sex­tas e sába­dos às 21h e aos domin­gos às 19h. A peça retra­ta uma fábu­la em um inusi­ta­do jardim sob a óti­ca dos inse­tos que, assim como os seres humanos, têm suas ações e sen­sações impul­sion­adas pelo amor.

Sob direção de Ana Rosa Tez­za e direção de arte de Cristine Conde, o espetácu­lo uti­liza a poe­sia para se apro­fun­dar no imag­inário do públi­co, dirigin­do-se a pes­soas de todas as idades. Cenários, fig­uri­nos e bonecos são cri­ações cole­ti­vas dos atores e equipe da Ave Lola, que con­ta com Alessan­dra Flo­res, Janine de Cam­pos e Val Salles no elen­co.

SERVIÇO:
Espetácu­lo teatral “O Male­fí­cio da Mari­posa
De 12 de maio a 3 de jun­ho – de sex­ta a domin­go.
Horários: sex­tas e sába­dos, às 21h, e domin­gos, às 19h.
Local: Ave Lola Espaço de Cri­ação – Rua Por­tu­gal, 339 São Fran­cis­co – Curiti­baPR.
Infor­mações: (41) 2112 9924 — http://avelola.com/
Ingres­sos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entra­da)

Sinopse “O Male­fí­cio da Mari­posa
“A comé­dia que vamos apre­sen­tar é humilde e inqui­etante, comé­dia rota, dos que querem arran­har a lua e arran­ham o próprio coração.” Assim têm iní­cio uma aven­tu­ra pelos mean­dros deste sen­ti­men­to del­i­ca­do e imen­so, grande tema da lit­er­atu­ra uni­ver­sal: o amor. Em O Male­fí­cio da Mari­posa, Fed­eri­co Gar­cia Lor­ca uti­liza a fábu­la para retratar tudo o que envolve as relações afe­ti­vas com a orig­i­nal­i­dade e pro­fun­di­dade de poucos, den­tro de um uni­ver­so inusi­ta­do, o mun­do dos inse­tos. Em meio à atmos­fera poéti­ca de um estran­ho jardim, besouros, baratas, escor­piões, formi­gas e mari­posas amam e sofrem de maneira muito pare­ci­da à nos­sa, seres humanos.

Para traz­er à cena este tex­to poéti­co, bonecos de diver­sas téc­ni­cas foram cri­a­dos e desen­volvi­dos cole­ti­va­mente durante o proces­so de mon­tagem do espetácu­lo, um inten­so e diário tra­bal­ho de imer­são, para desco­brir e se apro­fun­dar no uni­ver­so da obra, no imag­inário destes seres do jardim e no encon­tro entre a lin­guagem do teatro de for­mas ani­madas e o tra­bal­ho com atores de carne e osso. Assim, cada personagem/inseto foi cri­a­do, inter­pre­ta­do e manip­u­la­do de acor­do com a for­ma que cor­re­sponde à sua natureza. Um amor impos­sív­el é um prob­le­ma para qual­quer coração, seja de um poeta ou de um inse­to, ou porque não, de um inse­to poeta? Afi­nal, como diz o autor, “o amor nasce com a mes­ma inten­si­dade em todos os planos da vida, e o mes­mo rit­mo da brisa nasci­da do ar tem a estrela da man­hã, tudo é igual na natureza.”

Ficha Téc­ni­ca “O Male­fí­cio da Mari­posa
Clas­si­fi­cação: Livre
Direção: Ana Rosa Genari Tez­za
Direção de Arte: Cristine Conde
Com­posição musi­cal: JJ Lemêtre
Elen­co: Alessan­dra Flo­res, Janine de Cam­pos e Val Salles
Atriz apren­diz: Tatiana Dias
Cenários e Fig­uri­nos: Cristine Conde
Con­fecção de Bonecos: Alessan­dra Flo­res, Cristine Conde, Janine de Cam­pos e Val Salles (apren­diz de feiti­ceiro: Hele­na Tez­za)
Con­sul­to­ria de Más­caras: Calu Mon­teiro
Sono­plas­tia: Ana Rosa Genari Tez­za e Tatiana Dias
Ilu­mi­nação: Rodri­go Ziolkows­ki
Assis­tente de Ilu­mi­nação e oper­ação de luz: Raul Fre­itas
Oper­ação de som: Tatiana Dias
Doc­u­men­tação e direção audio­vi­su­al: José Tez­za
Design­er grá­fi­co: Mateus Fer­rari
Ilus­tração: Val Salles
Cenotec­nia: Prosce­ni­um Cenografia
Cos­tureiras: Sueli Matias e Tis­sa Muniz
Pro­dução: Ave Lola Espaço de Cri­ação

Fed­eri­co Gar­cia Lor­ca nasceu na região de Grana­da, na Espan­ha, em 05 de jun­ho de 1898, e fale­ceu nos arredores de Grana­da no dia 19 de agos­to de 1936, assas­si­na­do pelos “Nacional­is­tas”. Nes­sa ocasião o gen­er­al Fran­co dava iní­cio à guer­ra civ­il espan­ho­la. Ape­sar de nun­ca ter sido comu­nista — ape­nas um social­ista con­vic­to que havia toma­do posição a favor da Repúbli­ca — Lor­ca, então com 38 anos, foi pre­so por um dep­uta­do católi­co dire­itista que jus­ti­fi­cou sua prisão sob a ale­gação de que ele era “mais perigoso com a cane­ta do que out­ros com o revólver.” Aves­so à vio­lên­cia, o poeta, como homos­sex­u­al que era, sabia muito bem o quan­to era doloroso sen­tir-se ameaça­do e persegui­do. Nes­sa época, suas peças teatrais “A casa de Bernar­da Alba”, “Yer­ma”, “Bodas de sangue”, “Dona Rosi­ta, a solteira” e out­ras, eram ence­nadas com suces­so. Sua exe­cução, com um tiro na nuca, teve reper­cussão mundi­al.

O Male­fí­cio da Mari­posa


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