Crítica: O Espetacular Homem-Aranha

Depois de três filmes dirigi­dos por Sam Rai­mi com Tobey Maguire como Peter Park­er, a fran­quia cin­e­matográ­fi­ca do super heroi arac­nídeo já esta­va fican­do bem des­gas­ta­da. Mas como toda série de lon­gas de alto retorno com­er­cial, nada como um bom reboot para esquen­tar nova­mente as coisas, afi­nal se deu cer­to com Bat­man e X-Men por que não ten­tar de novo? O Espetac­u­lar Homem-Aran­ha (The Amaz­ing Spi­der-Man, EUA, 2012), dirigi­do por Marc Webb e com Andrew Garfield no papel prin­ci­pal, é a nova car­ta­da da Sony para traz­er de novo às luzes o heroi.

Aqui temos nova­mente o iní­cio da história de Peter Park­er, um aluno muito inteligente (nerd), apaixon­a­do pela garo­ta mais pop­u­lar da esco­la, e sofre bul­ly­ing até que um dia ao vis­i­tar um lab­o­ratório é mor­di­do por uma aran­ha geneti­ca­mente mod­i­fi­ca­da e… tcharam! Temos o Homem-Aran­ha! Algu­ma novi­dade? Até ago­ra não… Para quem con­heceu o super heroi através dos out­ros filmes ou da série ani­ma­da que pas­sa­va na TV (que foi por onde con­heci), irá notar duas grandes difer­enças neste novo filme: con­hece­mos um pouco mais da história dos pais do Peter, que até ago­ra era um mis­tério total, e nada da rui­va Mary Jane, mas sim a loira Gwen Sta­cy (Emma Stone). Em relação aos out­ros filmes, o Homem-Aran­ha vol­ta nova­mente a usar o lançador de teias. Ape­sar da teia orgâni­ca uti­liza­da ante­ri­or­mente, o diver­tido delas como um acessório a parte sem­pre foi quan­do o car­tu­cho acaba­va e colo­ca­va nos­so heroi em situ­ações ines­per­adas, mas isto ain­da não acon­te­ceu.

O Espetac­u­lar Homem-Aran­ha ten­ta ser um filme bem mais real­ista em vários sen­ti­dos. Um deles é a questão da teia arti­fi­cial, onde faz alusões do estu­do pelos cien­tis­tas afim de cri­ar uma fibra super resistente, cuja pesquisa aca­ba sendo usa­do pelo Peter em seu lançador arti­fi­cial. Além dis­so, o homem lagar­to tam­bém ficou muito real­ista, com o seu com­por­ta­men­to forte­mente influ­en­ci­a­do pelo “cére­bro” rep­til­iano que aca­ba coman­dan­do as ações do dr. Curt Con­nors (Rhys Ifans).

Uma cena bem difer­ente do filme é quan­do acom­pan­hamos o Homem-Aran­ha pela per­spec­ti­va dele, lem­bran­do bas­tante o modo de visão uti­liza­do no jogo Mirror’s Edge. E com a moda do 3D é claro que este lon­ga tam­bém não iria ficar de fora, mas par­tic­u­lar­mente, não vi mui­ta difer­ença com o 3D, são rarís­si­mas cenas que ele pare­ceu faz­er uma difer­ença, mas em ger­al recomen­daria assi­s­tir a ver­são em 2D mes­mo.

Marc Webb, mais con­heci­do por diri­gir o filme 500 Dias com Ela, fez um óti­mo tra­bal­ho em O Espetac­u­lar Homem-Aran­ha, além de muito diver­tido — as piadas são sen­sa­cionais — e com várias óti­ma cenas de ação, temos um herói e uma história bem mais con­vin­cente e palpáv­el que o da trilo­gia ante­ri­or. Com certeza vale o ingres­so no cin­e­ma! A grande per­gun­ta que fica é, quem será o vilão da próx­i­ma sequên­cia?

E é claro que como quase todos os últi­mos filmes de super herói, no final há uma cena extra anun­ci­a­do a próx­i­ma sequên­cia, que infe­liz­mente é bem fra­ca. A impressão foi que se ten­tou repe­tir o mes­mo efeito para anun­ciar Os Vin­gadores quan­do Nick Fury sem­pre apare­cia no final dos out­ros filmes, mas pas­sou bem longe.

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Dossiê Daniel Piza
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